Case Gerdau Mind the Gap: leadership development imersivo na siderurgia (via Point - Facilitação Criativa)
Como Mind the Gap fechou o gap entre gerência operacional e visão executiva consolidada na Gerdau, em programa imersivo produzido pela Point - Facilitação Criativa com facilitação Ivan Prado.
Case Gerdau Mind the Gap: leadership development imersivo na siderurgia (via Point - Facilitação Criativa)
[IMAGEM 1, hero] Alt text: “Participantes do programa Mind the Gap da Gerdau em sessão imersiva de desenvolvimento de liderança industrial, com materiais e dashboards de simulação visíveis em ambiente de workshop executivo” Filename sugerido:
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TL;DR: Mind the Gap foi um programa de leadership development para a Gerdau, produzido pela Point - Facilitação Criativa, com Ivan Prado como facilitador. O programa atacou um sintoma comum em siderurgia: o gap entre gerência operacional (perfil técnico-industrial) e visão executiva consolidada da companhia, dificultando o pipeline de sucessão para posições estratégicas. Combinou simulação imersiva, conteúdo executivo e prática integrativa em formato reconhecido internamente como referência estruturante.
A Gerdau é uma das maiores empresas siderúrgicas do Brasil e do mundo. Como muitas indústrias pesadas brasileiras consolidadas, a Gerdau tem pipeline de liderança gerado primariamente da operação: gerentes promovidos a partir de excelência técnica e operacional, que progressivamente assumem posições com escopo mais amplo, financeiro, estratégico.
Cliente e desafio
O sintoma operacional típico em siderurgia (e em indústria pesada em geral) é uma assimetria de capacidades entre o nível operacional sênior e o nível executivo. O gerente de planta excelente, que conhece a fundo capacidade produtiva, eficiência operacional, qualidade e segurança industrial, frequentemente assume diretoria executiva sem ferramenta análoga para decisões financeiras estratégicas, posicionamento competitivo, gestão de portfólio.
A Gerdau não foi a primeira nem será a última empresa do setor a enfrentar esse desafio. O que diferencia Mind the Gap é a maneira como Gerdau, em parceria com Point - Facilitação Criativa, decidiu atacar o gap: programa imersivo com produção criativa cuidadosa, não treinamento corporativo tradicional.
Sobre a Point - Facilitação Criativa
A Point - Facilitação Criativa foi uma empresa brasileira focada em produção de programas de desenvolvimento corporativo imersivos para clientes de grande porte (Gerdau, Yara, Vetor, Storm, PPT Academy, Youcom, entre outros). A empresa combinava produção criativa (narrativa, identidade visual, formato cênico) com metodologia de facilitação executiva.
Ivan Prado atuou como facilitador em vários programas da Point, incluindo Mind the Gap (Gerdau) e Innovation Journey (Yara), e tinha relação próxima com a equipe Point como sócio em formação antes do fechamento da empresa por prioridades dos sócios. A SkilLab tem autorização explícita para usar os cases Point como prova de portfólio.
A divisão de trabalho dentro do programa era clara: Point produzia o programa (conceito, identidade, fluxo, materiais, operação), Ivan Prado facilitava as sessões com expertise em simulação corporativa e dinâmicas de aprendizagem executiva.
Abordagem: imersão produzida
O diferencial estrutural de Mind the Gap não foi o conteúdo de leadership development (esse é amplamente conhecido na literatura) nem a simulação corporativa em si (existem várias opções consolidadas no mercado, incluindo as do portfólio Celemi). O diferencial foi a produção criativa em torno do programa.
A imersão criou ambiente narrativo distinto da rotina de escritório dos participantes. A identidade visual reforçava o conceito do programa. A operação combinava sessões plenárias, simulação, trabalho em equipe, momentos individuais de reflexão. O participante saía de cada dia tendo vivido uma experiência intelectualmente exigente e emocionalmente densa.
Para audiência siderúrgica com perfil predominantemente técnico-industrial, essa diferença importa. Programas que tentam levar formato MBA convencional para essa audiência frequentemente colidem com expectativas culturais; programas com produção criativa forte criam espaço para o desconforto produtivo necessário ao desenvolvimento executivo.
Conteúdo e estrutura
Os pilares de conteúdo do Mind the Gap (e de programas similares) tipicamente combinam três frentes.
Frente 1: visão integrada de negócio. Para gerentes operacionais movendo para liderança executiva, a transição central é a passagem da otimização local (minha planta, minha área) para otimização global (a empresa como um todo). Simulações de gestão executiva ajudam a vivenciar essa transição em ambiente seguro.
Frente 2: leitura financeira aplicada. Decisões executivas em siderurgia exigem fluência em capital intensivo, ciclos longos, decisões de investimento. A literacia financeira que basta para gerência operacional não basta para diretoria. Apples & Oranges ou simulações similares podem entrar como módulo, dependendo da configuração.
Frente 3: tomada de decisão sob ambiguidade. Decisões executivas raramente têm a clareza operacional de decisões de chão de fábrica. O programa precisa expor os participantes a múltiplos cenários ambíguos e calibrar a habilidade de decidir com informação parcial.
A facilitação amarra os três pilares de forma que cada participante sai com mapa pessoal de onde estão suas próprias lacunas e que prática ele continuará após o programa.
Resultado e reconhecimento interno
Mind the Gap consolidou-se como referência interna na Gerdau de programa estruturante de leadership pipeline. Detalhes quantitativos específicos (número de participantes que progrediram para posições executivas, indicadores comparativos pré e pós programa, retenção) ficam sujeitos a confirmação com a Gerdau e a Point antes de publicação externa específica desses números.
O sinal forte de eficácia, para programas como esse, é a continuidade. Iniciativas de leadership pipeline que viram evento de RH único decaem rapidamente. Iniciativas que se consolidam como ciclo recorrente da empresa, com edições sucessivas, indicam que a empresa internamente validou o ROI.
O que aprendemos do projeto
Três aprendizagens estruturais.
Primeira: parceria entre produção criativa e facilitação executiva funciona. Programas que tentam concentrar tudo em uma única empresa (produção + facilitação + metodologia) frequentemente entregam medianamente em todas as frentes. Divisão entre quem produz (Point) e quem facilita (Ivan Prado / SkilLab) deu melhor resultado em cada eixo.
Segunda: indústria pesada exige produção criativa cuidadosa. Formatos tradicionais de leadership development frequentemente não engajam adequadamente audiências técnicas-industriais. A produção da Point criou linguagem visual e narrativa que respeitava o perfil sem soar paternalista.
Terceira: o gap entre operacional sênior e executivo é problema de tradução, não de inteligência. Os participantes do programa eram, em sua maioria, profissionais excepcionais em suas áreas. O que faltava não era capacidade cognitiva, era exposição estruturada às ferramentas e ao vocabulário do nível seguinte. Programas bem desenhados fornecem essa exposição em formato denso e respeitoso.
Para entender como integramos jogos empresariais e simulações executivas em programas amplos de desenvolvimento, conheça nossa abordagem de gamificação corporativa. Para outros cases via Point ou diretos SkilLab, veja a seção de cases ou leia nosso post com 20 exemplos brasileiros. Para a discussão técnica sobre quando cada tipo de business game serve qual objetivo executivo, leia o post sobre business games para estratégia e liderança.
Mind the Gap continua sendo, mesmo após o encerramento da Point, uma das referências mais limpas de leadership development imersivo para indústria pesada brasileira. A combinação de produção criativa cuidadosa, facilitação executiva e cliente comprometido com pipeline interno gerou programa que muitas empresas do setor procuram emular.
Por Ivan Prado · Fundador SkilLab · 10 de maio de 2026