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Case Yara Innovation Journey: acelerando inovação no agro brasileiro (via Point - Facilitação Criativa)

Como a Innovation Journey da Yara Brasil, produzida pela Point - Facilitação Criativa com facilitação Ivan Prado, acelerou adoção de inovação em times técnicos e comerciais durante o ciclo de transformação do agro.

Case Yara Innovation Journey: acelerando inovação no agro brasileiro (via Point - Facilitação Criativa)

[IMAGEM 1, hero] Alt text: “Participantes do programa Innovation Journey da Yara Brasil em sessão imersiva de design thinking aplicado ao agronegócio, com materiais visuais e exercícios de prototipagem visíveis em ambiente de workshop” Filename sugerido: case-yara-innovation-journey-hero.jpg

TL;DR: A Innovation Journey foi um programa de aceleração de inovação para a Yara Brasil (uma das maiores empresas globais de fertilizantes), produzido pela Point - Facilitação Criativa, com Ivan Prado como facilitador. O programa atacou um sintoma específico: a necessidade de acelerar a adoção de inovação em times técnicos e comerciais com perfis tradicionais, durante o ciclo de transformação do agro brasileiro. Combinou design thinking, simulação e práticas aplicadas em jornada imersiva.

A Yara é uma das maiores empresas globais de nutrição vegetal e fertilizantes, com operação relevante no Brasil. O agro brasileiro vem passando por ciclo de transformação tecnológica significativa (agricultura de precisão, sensoriamento, dados, fintech rural, biotech), e empresas estabelecidas do setor precisam responder a essa transformação com cultura interna que abrace inovação sistematicamente.

Cliente e desafio

O sintoma operacional típico em empresas estabelecidas do agro: times técnicos (agronômicos, de produto) e comerciais (KAM, regional sales) com excelência consolidada no que sempre fizeram, mas com inércia natural diante de práticas de inovação novas.

A inércia não é problema de inteligência ou má vontade dos profissionais; é estrutural. Times com 10, 15, 20 anos de prática consolidada em determinado modelo desenvolvem confiança no que funciona. Novas práticas (design thinking, ciclos rápidos, prototipagem, escuta sistemática de cliente) podem soar abstratas ou irrelevantes para profissionais cuja métrica de desempenho histórica não recompensa essas práticas.

A Yara queria acelerar a adoção dessa nova cultura sem demitir os times existentes e contratar perfis “inovadores”. A solução não era substituir as pessoas; era dar a elas as ferramentas e a experiência prática que vão converter ceticismo em fluência.

Abordagem Point: jornada imersiva produzida

A Point - Facilitação Criativa foi a empresa que produziu o programa para a Yara. Como detalhamos no case do Gerdau Mind the Gap, a Point foi uma empresa brasileira focada em produção de programas de desenvolvimento corporativo imersivos para clientes de grande porte. Ivan Prado atuou como facilitador em vários programas da Point, incluindo Innovation Journey. A SkilLab tem autorização explícita para usar os cases Point como prova de portfólio.

A divisão de trabalho seguiu o mesmo modelo: Point produzia o programa (conceito, identidade visual, fluxo cênico, materiais, operação), Ivan Prado facilitava as sessões com expertise em facilitação de inovação e design thinking aplicado.

Para audiência do agro, a produção criativa foi especialmente importante. Programas que tentam levar formato urbano-tecnológico cru para públicos do agro frequentemente colidem com cultura. A Point traduziu a linguagem de inovação para vocabulário e estética que respeitavam a cultura do setor sem soar paternalista.

Os pilares da jornada

A Innovation Journey combinou três pilares estruturais que se reforçam.

Pilar 1: Design thinking aplicado a casos reais do agro. Os participantes não estudaram design thinking em abstrato. Trabalharam com casos derivados de desafios reais da operação Yara: cultivos específicos, perfis de cliente real, sazonalidades concretas. Cada ferramenta de design thinking (mapa de empatia, jornada do cliente, Crazy 8s, prototipagem rápida) foi aplicada a esses casos.

Pilar 2: Simulação para vivenciar trade-offs de inovação. Inovação não é só ideação. É decisão sob incerteza, alocação de recursos limitados, escolha de o que perseguir e o que deixar para depois. A simulação dentro do programa expôs os participantes a esses trade-offs em ambiente controlado.

Pilar 3: Prática aplicada a desafios trazidos pelos próprios participantes. Cada participante trouxe um desafio real do seu trabalho. Ao longo da jornada, aplicaram as ferramentas aprendidas a esse desafio específico. Saíram da Innovation Journey com avanço concreto em um projeto pessoal, não apenas com framework aprendido.

A combinação dos três pilares atacou o problema da inércia por múltiplos ângulos. Quem é cético com design thinking abstrato fica menos cético quando usa para resolver problema concreto da sua área. Quem desconfia de inovação como “moda de São Paulo” se convence quando vivencia trade-off real de decisão sob incerteza. Quem volta para casa com avanço de projeto pessoal sustenta a prática depois.

Resultado e reconhecimento interno

Detalhes quantitativos específicos do impacto da Innovation Journey (número de participantes, projetos resultantes, mudança mensurável em métricas internas de cultura) ficam sujeitos a confirmação com a Yara e a Point antes de publicação externa específica desses números.

O sinal forte de eficácia para programas como esse continua sendo a continuidade. Innovation Journey foi reconhecida internamente como referência de programa de aceleração cultural, em uma das principais empresas globais do setor. Iniciativas que se consolidam como referência interna indicam que o investimento foi validado pela própria operação.

O que aprendemos do projeto

Três aprendizagens estruturais que aplicamos a outros projetos similares.

Primeira: tradução cultural importa em setores tradicionais. O que funciona como linguagem de inovação para uma startup de São Paulo não traduz automaticamente para uma equipe técnica de agronomia em Mato Grosso do Sul. Programas que ignoram essa diferença produzem desconexão; programas que investem em produção criativa adaptada produzem engajamento real.

Segunda: trabalhar projetos reais dos próprios participantes é o cabo de transmissão. A teoria de design thinking não cola sozinha. O que faz a teoria virar prática é a aplicação a desafio pessoal de cada participante. Sair da jornada com avanço em projeto próprio é o que sustenta o uso da metodologia depois.

Terceira: parceria entre produção criativa e facilitação executiva continua sendo o modelo mais robusto. A Point cuidou da produção; Ivan Prado cuidou da facilitação. Cada parte com sua especialidade. Innovation Journey e Mind the Gap (Gerdau) compartilham esse modelo e os mesmos princípios de produção cuidadosa que respeita a cultura do cliente.


Para entender como integramos design thinking e simulação em programas corporativos, conheça nossa abordagem de gamificação corporativa. Para o case do Gerdau Mind the Gap, produzido pela mesma parceria Point + Ivan Prado, leia aqui. Para outros cases brasileiros do portfólio, veja a seção de cases ou nosso post com 20 exemplos.

A Innovation Journey da Yara continua sendo, mesmo após o encerramento da Point, uma das referências mais limpas de programa de aceleração cultural em empresa estabelecida do agronegócio brasileiro. A combinação de produção cuidadosa, facilitação experiente e cliente com clareza estratégica gerou um programa que continua influenciando como empresas do setor pensam transformação interna.

Por Ivan Prado · Fundador SkilLab · 10 de maio de 2026